quarta-feira, 21 de julho de 2010

Capítulo XIII

... subiu direto ao 3º andar.
De lá, abriu uma pequena janela em formato de alçapão. Ficou curioso, pois era uma janela
que só cabia sua cabeça, deu uma espiada e notou que dava diretamente para a entrada da
propriedade do curandeiro Buda. Mais uns três metros a sua direita havia mais um alçapão.
Abrio-o. Estava quente aquela noite. Dando mais uma volta pelo sotão, percebeu que havia
dois alçapões para cada lado do telhado. Abrio todos.
- Incrível como está ficando quente. - resmungou Stumpff, secando sua testa - ontem
ainda caiu neve!? - perguntou exclamando para si mesmo
Disse isso e deu uma olhada com seu olho bom ao redor. Pousou o olhar na mesa empoeirada
e viu que tinha uma lamparina pendurada bem em cima da mesa. Resolveu acendê-la para enchergar melhor.
Retirou do bolso interno de seu terno, uma caixinha de fósforos Santo Edmundo. Deu uma sacudida
na lamparina para verificar se ainda dispunha de querosene, e percebeu que ela estava cheia e pesada de
querosene. Girou o bastão para ficar visível a fita embaba em querosene. Riscou seu fósforo,
ergueu o vidro e acendeu, uma luzinha fraca se levantou sobre o recinto, pelo pouco que iluminou,
pode ver que todos os papéis que estavam na mesa, estão em branco. Sem nem um risquinho se quer.
Todos amarelos pelo tempo, mas sem nenhuma anotação como pode perceber de dia.
Dirigiu-se até a porta de ferro, como se simulasse a primeira vez que entrou lá e viu as anotações.
Se posicionou e nada. Nem um risco.
Na sua frente, em cima de uma espécie de suporte, estava uma garafa transparenten com
formato em espiral e com um líquido também transpatente.
- Hum, que sabe?! - Stumpff imaginava que podia ser uma bebida - Porque não?
Pegou a garafa e foi caminhando em direção a mesa, tirou a rolha muito gasta com um pouco de dificuldade.
- Mas que porcaria é isso aqui?! Bléck...! - disse Stumpff ao cheirar o líquido. - Isso parece
gambá morto. Deixe eu fechar isso antes que infecte tudo!
Quando Stumpff largou a garafa em cima da mesa e olhou indignado para os papéis.
- Isso tem que ter uma explicação!
Quando olhou novamente para a garafa, viu que o papel que ficou no fundo dela tinha anotações.
Tirou a garafa e as anotações sumiram. Colocou novamente e no fundo da garafa, voltaram as anotações.
Deslizou a garafa pelos papéis e por onde ela tocava as anotações apareciam e assim que saia de cima delas,
apagavam. Stumpff olhou então pela boca da garafa em direção ao fundo e viu todas as anotações, eram desenhos
e gráficos, cálculos... Pegou então uma pena e fez um risco por sobre uma folha, depois de quase um minuto ele
se apagou. Passou a garafa por cima dele e pode velo. Stumpff ficou muito intrigado com isso. Então a primeira
vez que havia entrado ali, ele havia olhado por entre a garafa. E por isso viu as anotações.
Mas o que poderia explicar isso? Como isso podia acontecer?
Seus pensamentos foram interrompidos por um vento muito forte que soprou por entre os oito
pequenos alçapões, fez a porta de ferro bater com tamanho força que alguns tijolos ao lado cairam no chão.
A lamparina se apagou, deixando Stumpff no completo escuro. Silêncio, Stumpff riscou mais um fosforo
e quis acender a lamparina, mas esta não mais acendeu!
Stumpff foi até a porta de ferro e tentou abri-la sem sucesso, bateu, socou, chutou e nada.
De repente...

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