quinta-feira, 8 de julho de 2010

Capítulo lV

...um velho ancião, aparentando 70 anos, andava meio inclinado para frente corcunda barba grande e ruiva. Vestia um terno verde escuro, botas de couro e carregava numa mão uma mala e na outra um guarda chuva negro e comprido. Antes de pisar do chão da estação olhara tudo a sua volta muito desconfiado, mas Antenor não pode ver seus olhos, pois os escondia na aba do seu grande chapéu de feltro.
Desceu do trem e Antenor fora em sua direção, e por sua surpresa ao chegar na frente do velhote Antenor parou e o velho em um suave movimento inclinou sua cabeça olhando firmemente dentro dos olhos de Antenor.
Um certo arrepio gelava a espinha de Antenor.
E num piscar de olhos o velho empunhara o guarda chuva e engatou o punho no calcanhar de Antenor puxando e dando-lhe um tremendo tombo.
Antenor no chão exclamou
-Que isso velho de uma figa!
-Quem você pensa que é!
O velho apertou a ponta do guarda chuva no peito de Antenor ainda no chão e arregalando os olhos falou somente...
-Sempre alerta, meu jovem!
Naquele instante chegara ali Otto carregando Honeyde em um braço e no outro se apoiando na muleta de madeira também Dr Franz se aproximara.
-Calma Antenor sossegue, disse Otto.
-Este é o senhor Stumpff
Stumpff era um velho soldado que servira na cavalaria de frente do exercito.
No auge do seu tempo colecionava inúmeras medalhas, estas recebidas por demonstrações de coragem e honra em combate. Ficara conhecido no seu grupamento como “raposa da noite” por ser extremamente esperto, desarmando o inimigo sem deixar nenhum rastro ou pista na calada da noite.
Stumpff deu um sorriso e ofereceu a mão para Antenor levantar, mas ele recusara.
Antenor apalpando a cintura percebeu que sua pistola havia sumido da cinta, nisso olhou para o velhote que puxou o terno para o lado mostrando a pistola de Antenor na sua cinta, sem falar nehuma palavra, o senhor Stumpff devolveu a pistola a Antenor com um pequeno sorriso em meio a barba.
Atenor com cara de bobo falou...
-Estamos prontos? podemos ir?
-Sim respondeu o velho Stumpff e disse a Antenor buscar sua bagagem no trem, um velho baú que carregava seus pertences.
Dr Franz esperou Otto Guardar a locomotiva e depois se foram para casa dele todos na charrete. Otto não agüentava de ansiedade para ver Ema e a filhinha que nasceu.
Antenor acompanhou o velho Stumpff até a pensão da dona Leopoldina uma senhora viúva, que já tinha um quarto a espera dele a pedido de Edvino Serr.
Com a bagagem toda lá Antenor se despediu e disse que amanhã seu pai iria a cidade conversar com ele sobre o caso.
O velho disse que estaria aguardado e num singelo momento endagou reluzindo seu único dente de ouro falou...
-Sempre alerta, rapaz!! hahahaaah
Antenor com cara de aborrecido se virou, bateu a porta e fora para casa. Naquela hora dona Leopoldina já trazia um chazinho passado para o senhor Stumpff que retrucou.
Que bela cidadezinha, minha bela Sputnik... conte-me um pouco de você...
Dona Leopoldina meio sem jeito sentou e os dois ficaram conversando noite a dentro.
Pela madrugada Edward um jovem que morava em um quarto da pensão se levantou para beber algo e pasara em frente a porta do quarto do velho Stumpff . Ouviu uns rosnados vindos do quarto.
Delicadamente se aproximou e em silêncio colocou o ouvido na porta, foi quando por expanto ouviu:
-Auto lá Coiote! Identifique-se ou atiro!!!
Sem pensar duas vezes virou em pernas direto para seu quarto., Não que o velho Stumpff faria algo, mas ele estava apenas sonhando com seus tempos de batalhas e combates.
Na manhã seguinte...

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