segunda-feira, 5 de julho de 2010

Capítulo I

Foi naquele inverno terrivelmente rigoroso de 1908 que
estava pra nascer Aldo.
Por esse motivo, Edvino Seer, seu futuro pai, sempre deixava
um grosso pedaço de lenha a queimar no fogão durante a
noite, para que a casa sempre estivesse quente.
Sua vontade de vir ao mundo foi anunciada pelos gritos
de sua mãe, Paulina, no meio da noite.
Edvino, pulou da cama já empunhando sua espingarda.
- Eles voltaram? - disse ele sem entender nada.
- Que? Chama o doutor que nosso filho vai nascer. - e
continuava a gemer Paulina.
O Dr. Franz foi chamado, no meio da noite, pelo futuro irmão
mais velho de Aldo, Alvício. Quando seu pai havia lhe
pedido para ir rápido chamar o médico, Alvício mal conseguiu
vestir as calças e já sair correndo para fora. Seu irmão,
Antenor, já estava com o cavalo Cisco esperando do lado
de fora da casa. Alvício pulou direto da varanda para a
montaria. E se foi por entre as árvores naquela noite de
lua cheia. E foi num arrastar de patas que Cisco parou na
frente da casa do médico, na cidade.
Alvício pulou do cavalo e subiu rápido pela longa escadaria
que dava acesso a casa do doutor. Não deu nem bola ao cachorro
que latia.
Chegou finalmente a porta e:
Toc, toc, toc.
Esperou, depois novamente:
Toc, toc,toc.
De repente a porta se abriu, e, para espanto de Alvício,
o doutor estava segurando uma...

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