segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cápitulo Vlll

um homem de chapéu largo e vestindo uma grande capa preta ele estava cercado pelos cães de Edvino.
-Calma é o Otto gritou ele
-Rápido retrucou Oma Augusta, o pestilento esta armado
-Calma mamãe não é nenhum bandido é Otto, e ele não esta armado, é a sua bengala.
-Vá dormir mamãe e se aquiete.
-Eu durmo, mas só se devolver meu trabuco.Depois que seu pai se foi só me restou ele para me proteger.
Contra vontade edvino devolveu o trabuco a Augusta.
Edvino fora ao encontro de Otto retrucou a cachorrada e pedira desculpas.
-E não e todo dia que alguém nos recebe a balas!!!hehe
-Pois é você conhece mamãe.
-Que belos cães você tem. Falou Otto.
-Sim a poucos dias não prestavam pra caçar um rato, mas Alvisio e Antenor os levaram pra caça. Me surpreendi ficaram tão bons que conseguem até escapar dos tiros da mamãe.
-Turco vem cá!!!
Hoje a pouco trouxeram um ouriço morto.
Veja tivemos que arrancar este monte de espinhos das fuça dele com uma torquez.Os meninos os treinaram na caça a lebres.Vem aqui Turco!! Retrucou novamente Edvino.
Veja Otto como ficou a cara dele tive de fazer oito pontos.
-Puxa o que aconteceu?
-Hoje dei uma caminhada com eles no cerro.Pegaram logo o rastro e ficaram atiçados. Tinha levado a escopeta moicana do pai.
-Há aquela cano longo
-sim foi o pai dele quem a fabricou. Ela tem minha altura um metro e setenta e dois
-Lembro quanto seu pai falava que quanto mais longo o cano, mais longo e certeiro era o tiro.
-Sim, ainda tenho guardado os retalhos de seda que ele usava pra carregar os tiros. Segundo ele era a melhor bucha para um tiro certeiro.
-Bom quando os cães levantaram o animal pude ver que era um munaia dum javali. O navalheiro tinha presas tão grandes que cortou o rosto do Turco. O bicho tava tão brabo que soltava espuma das venta. Os cachorros prensaram ele numa pedreira. Soltei o tiro que tinha carregado pro ar. Era chumbo fino. Careguei um tiro caprixado. Soquei a pólvora com uma buxa de trapo de seda como o pai ensinou.Depois coloquei só um baletão e o empurei para o fundo com a vareta.O tiro que tinha dado pro ar atiçou mais ainda a cachorrada.


Levantei a moicana apontando pras paleta do navalheiro, puxei o cão e logo o gatilho.
O tiro ecoou nos morros. Logo o bicho se entregou. A espuma branca das ventas ficou de cor rosada. Foi o maior que já cacei.
O navalhero acertou o Turco do lado da cara, mas logo melhora.
-Bom, Edvino seus cães vão ser de grande serventia.
-Como assim, retrucou Edvino
-O velho stumpff também tinha um cão treinado por ele que o acompanhava durante as batalhas na guerra.Ele tem um jeito especial de lidar com cães.
E mais uma coisa estranha que vi. Hoje pelo amanhecer quando voltava com a o trem vi dois homens a cavalo descendo a coxilha do Passo Largo levando uma reis no laço.
Quando viram o trem se esconderam no meio das árvores.
-Passo Largo... Não é la as terras do velho coronel Sampaio?
-É sim. Mas o pai sempre dizia pra ficar longe da fazenda do Passo Largo. Porque lá...

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